Talvez eu queira mais que proporção...
Nunca sabemos ao certo o que queremos. Somos crianças grandes. Brinquedos nos fascinam. Não me corrija. Brinquedos é a palavra certa. Por que nos divertem. Brincamos de esperar, brincamos de fingir que não vimos e ouvimos, brincamos de perdoar e esquecer. Brincamos. Mas e quando a situação é séria? Brincamos de entender. Ficamos quietos, ouvimos, refletimos e esperamos a hora de...brincar. Por que é sinônimo de felicidade. Não que seja. Simulacro de uma provável felicidade que contenha os elementos certos para o que julgamos que somos. Na verdade o que me fez feliz, não é obrigatoriamente o que faz feliz ao outro. Quando duas pessoas são felizes com as mesmas coisas, ou sabem lidar com as coisas que diferentes fazem a felicidade de cada um, chamamos de amor.
Amor é entender, compactuar, compartilhar. Não é que ele seja a redenção. Mas existe algo de tão bom em sentir-se amado que nos permite que esqueçamos um pouco nossos dilemas existenciais. Não me diga, leitor que você não se sente no centro do mundo quando ganha atenção de quem ama.
E terminamos com William Shakespeare e um soneto que gosto muito...
Soneto 96
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila no mínimo temor.
,Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe nenhuma idade,
Amor não se transforma de hora em hora.
Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
beijos literários
